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Rio que rega a cidade de Natal, donde era filho Soares Moreno.
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É o rio Trairi, trinta léguas ao norte da capital. De traíra - peixe, e y - rio. Hoje é povoação e distrito de paz.
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País da caça. De sôo - caça, e ipé - lugar onde. Diz-se hoje Suipé, rio e povoação pertencente a freguesia e termo da Fortaleza, situada à margem dos alagados chamados Jaguaruçu, na embocadura do rio.
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Rio das pacobas. Nasce na serra de Baturité e lança-se no oceano duas léguas ao norte de Aquirás.
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Enseada distante duas léguas de Aquirás. De ig - água, cua - cintura, e ipé - onde.
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É o Parnaíba, rio do Piauí. Vem de pará - mar, nhanhe - correr, e hyba - braço; braço corrente do mar. Geralmente se diz que pará significa rio e paraná mar; é inteiramente o contrário.
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Em tupi - tapuitinga. Nome que os pitiguaras davam aos franceses para diferençá-los dos tupinambás. Tapuia significa bárbaro, inimigo. De taba - aldeia, e puir - fugir: os fugidos da aldeia.
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Cidade. Talvez provenha o nome de mair - estrangeiro, e fosse aplicado aos povoados dos brancos em oposição às tabas dos índios.
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Narceja ilustre; de batuira e eté. Apelido que tomara o chefe pitiguara, e que na linguagem figurada valia tanto como valente nadador. É o nome de uma serra fertilíssima e da comarca que ela ocupa.
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Contavam os indígenas os anos pelo nascimento das plêiades no Oriente; e também costumavam guardar uma castanha de caju, de cada estação da fruta, para marcar a idade.