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A esses espíritos chamavam os selvagens curupira, meninos maus, de curumim - menino, e pira - mau.

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Frauta de bambu, o mesmo que muré.

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Praça circular que ficava no centro da taba, cercada pela estacada, e para a qual abriam todas as casas. Composto de oca - casa, e a desinência ara - que tem; aquilo que tem a casa, ou onde a casa está.

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Comedor de camarão; de poty e uara. Nome (potiguara) que por desprezo davam os inimigos aos pitiguaras, que habitavam as praias e viviam em grande parte da pesca. Este nome dão alguns escritores aos pitiguaras, porque o receberam de seus inimigos.

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Grande alarido que faziam os selvagens nas ocasiões solenes, como em começo de batalha, ou nas expansões da alegria; é palavra adotada já na língua portuguesa e inserida no dicionário de Morais. Vem de po - mão, e cemo - clamar: clamor das mãos, porque os selvagens acompanhavam o vozear com o bater das palmas e das armas.

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Morcego; é em alusão a seu nome que Irapuã dirige logo palavras de desprezo ao velho guerreiro.

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Significa este nome bom tempo - de ara e catu. Os selvagens do sertão assim chamavam as brisas do mar que sopram regularmente ao cair da tarde e, correndo pelo vale do Jaguaribe, se derramam pelo interior e refrigeram da calma abrasadora do verão. Daí resultou chamar-se Aracati o lugar de onde vinha a monção. Ainda hoje no Icó o nome é conservado à brisa da tarde, que sopra do mar.

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Sobre este verbo que introduzi na língua portuguesa do latim afflo, já escrevi o que entendi em nota de uma segunda edição da Diva, que brevemente há de vir à luz.

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Davam os indígenas este nome ao espírito do mal; compõe-se de anho - só, e angá - alma. Espírito só, privado de corpo, fantasma.

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Vaso onde encerravam os indígenas os corpos dos mortos e lhes servia de túmulo; outros dizem camotim, e talvez com melhor ortografia, porque, se não me engano, o nome é corrupção da frase co - buraco, ambira - defunto, anhotim - enterrar; buraco para enterrar o defunto: c´ am´ otim. O nome dava-se também a qualquer pote.

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