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Ave paludal, muito conhecida pelo nome de guará. Penso eu que esse nome anda corrompido de sua verdadeira origem, que é ig - água, e ará - arara: arara d´água. Também assim chamada pela bela cor vermelha.

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Periquito. Os indígenas como aumentativo usavam repetir a última sílaba da palavra e às vezes toda a palavra, como murémuré. Muré -frauta, muremuré - grande frauta. Arárá vinha a ser, pois, o aumentativo de ará, e significaria a espécie maior do gênero.

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Cestinho que servia de cofre às selvagens para guardar seus objetos de mais preço e estimação.

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Bromélia vulgar, de que se tiram fibras tão ou mais finas que as do linho.

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Palmeira de grandes espinhos, das quais servem-se ainda hoje para dividir os fios de renda.

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Aljava, de uira - seta, e a desinência çaba - coisa própria.

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Era entre os indígenas a maneira simbólica de estabelecer a paz entre as diversas tribos, ou mesmo entre dois guerreiros inimigos. Desde já advertimos que não se estranhe a maneira por que o estrangeiro se exprime falando com os selvagens; ao seu perfeito conhecimento dos usos e língua dos indígenas, e sobretudo a ter-se conformado com eles ao ponto de deixar os trajos europeus e pintar-se, deveu Martim Soares Moreno a influência que adquiriu entre os índios do Ceará.

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Grande serra que se prolonga ao norte da província e a extrema com Piauí. Significa terra aparada. O Dr. Martius em seu Glossário lhe atribui outra etimologia. Iby - terra, e pabe - tudo. A primeira porém tem a autoridade de Vieira.

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De ig - água, e a desinência çaba - coisa própria. Vaso, pote.

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A saudação usual da hospitalidade era esta: -Ere ioubê -tu vieste? - Pa-aiotu -vim, sim. - Auge-be -bem dito. Veja-se Lery, pág. 286.

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