101
De arara - ave, e tanha - bico. Serra mui fértil e cultivada, em continuação da de Maranguape.
102
De goaia - vale, y - água, jur - vir, be - por onde: por onde vêm as águas do vale. Rio que nasce na serra da Aratanha e corta a povoação do mesmo nome a seis léguas da capital.
103
De paca e tuba, leito ou couto das pacas. Recente, mas importante povoação, em um belo vale da serra da Aratanha.
104
As praias do Ceará eram nesse tempo abundantes de âmbar que o mar arrojava. Chamavam-lhe os indígenas pira repoti - esterco de peixe.
105
Coatiá - pintar. A História menciona esse fato de Martim Soares Moreno se ter coatiado quando vivia entre os selvagens do Ceará.
106
A desinência abo significa o objeto que sofreu a ação do verbo, e talvez provenha de aba - gente, criatura.
107
Desse letargo do colibri no inverno fala Simão de Vasconcelos.
108
Espécie de serão que faziam os índios à noite em uma cabana maior, onde todos se reuniam para conversar. Leia-se Ives d´Evreux, Viagem ao Norte do Brasil.
109
Lagoa e povoação a duas léguas da capital. O verbo cejar significa - abandonar; a desinência ana indica a pessoa que exercita a ação do verbo. Cejana significa o que abandona. Junta à partícula mo do verbo monhang - fazer, vem a palavra a significar o que fez abandonar ou que foi lugar e ocasião de abandonar.
110
Árvore que dá um fruto cheio de cotão, semelhante ao da sumaúma, com a diferença de ser negro. Daí veio o nome de uma parte da serra de Maranguape, onde tem estabelecimento rural o tenente-coronel João Franklin de Alencar.